Por que a série 13 Reasons Why é digna de Oscar?
- 12 de abr. de 2017
- 3 min de leitura

Senti a necessidade de falar sobre a tão aclamada série 13 Reasons Why, que durante muitos dias é alvo de comentários. A série fala sobre Hannah Baker, uma adolescente que comete suicídio e envia fitas à treze pessoas, que ela enfatiza terem sido os motivos de sua inesperada decisão de tirar a própria vida. Ainda não terminei de assistir a série toda mas já tenho uma opinião formada sobre ela. Ela é extremamente angustiante. O sofrimento de Hannah passa a ser de quem o assisti, a vontade é de entrar na série e ajudar a protagonista. Independentemente da idade de quem assisti, com certeza vai se identificar com algum sentimento de Hannah, em algum momento vai se sentir no lugar dela e destrancar sentimentos ocultos. No começo admito que achei
Hannah um pouco dramática, mas após escutar a sua versão da história, tive que pedir desculpas a ela e a mim mesma. Hannah se sente sozinha, e por tentar ser a garota forte que todos pensam que ela seja, não consegue gritar que precisa de ajuda. Não acho que todos os problemas enfrentados por ela possa acontecer de uma vez só com alguém, mas todos eles são motivos importantes. Não que eu ache que o suicídio é a única saída, longe disso, mas ao mergulhar na história percebo que ela teve motivo reias e não queria apenas chamar a atenção. Bullying não é drama.
Hannah deixa claro que, em seu ponto de vista, todos que estão nas fitas, ou ate os que não estão nela, foram de alguma forma culpados e que mesmo suas atitudes nem sempre serem contra ela, alguns viram o seu sofrimento e sabiam pelo o que ela estava passando mas não fizeram nada, não se importaram. Suponho que um dos clamores da série seja alertar as pessoas à não serem um porquê de um suicida. Ver e não fazer nada também é uma forma de agressão. Não é autopiedade é necessidade de atenção. Muitas vezes temos tantas coisas entaladas na garganta que não conseguimos deixar sair, talvez um pedido de ajuda ou até mesmo algo que salvaria a própria vida. É aí que fica a questão, se alguém tivesse ajudado a Hannah, ela ainda estaria viva? Clay Jensen é um dos protagonistas e é quem escuta as fitas. Preciso dizer que ao escutar as fitas junto com ele eu realmente me senti em seu lugar. Admito, normalmente não consigo assistir os episódio inteiros(talvez por isso eu esteja demorando tanto pra acabar de ver a temporada), por que o sentimento que se aflora em mim é maior que a minha necessidade de continuar olhando para a tela. Clay surta, e por ser extremamente sentimental, as fitas mexem com ele de uma forma que não mexeu com os outros que também à escutaram. Sua vida vira um caos após ele descobrir que é um dos porquês de Hannah, e por quem ainda é apaixonado. O que também despertou minha atenção na série foi o fato de mostrar que todos temos problemas ocultos. Por exemplo, os treze porquês de Hannah, que mesmo sendo os agressores também passam por situações difíceis.
A mensagem que quero e preciso trazer aqui, é que não julguem ou apontem o dedo a alguém, pois de algum modo a sua atitude pode se tornar motivo pra alguém querer tirar a própria vida. O que Hannah e os outros alunos passam na escola, é o que muita gente passa no seu dia a dia e não importa qual seja o tamanho do problema, toda dor importa e muito. A todas as Hannah's do mundo todo, os meus mais sinceros aplausos e abraços, porque pra mim vocês são eternos guerreiros sobreviventes. A pior guerra é a interna. Não permita que seus próprios pensamentos te transformem em alguém que você não é, ou te faça ver algo que não tem. Não deixe que te façam acreditar que você não importa ou que não tem valor, por que na verdade o que não merece atenção são pessoas que precisam do sofrimento alheio para se sentir bem. Se alguém te menosprezou ou não deu a atenção que você precisava, levanta a cabeça, sorria e complete esse vazio com amor próprio. Todos temos valor, alguns só não descobriram isso. Quando se sentir ruim consigo mesmo, apenas deite, relaxe, respire e acredite: VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO NESSA.








Comentários